Interceptores de esgoto em Viçosa: custos de implantação
ETE - Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Para o funcionamento de uma estação de tratamento de esgoto (ETE), os interceptores são indispensáveis, tendo em vista que são eles que transportam os efluentes até as ETE’s, para tratamento.
Atualmente, Viçosa possui cerca de 11,6 km de interceptores com diâmetros entre 200 mm a 800 mm. Parte deles já está interligada à ETE Barrinha, e toda sua extensão foi executada com recursos próprios do SAAE (terceirizado).
Além disso, os trechos que, ao longo do tempo, vêm apresentando danos, estão sendo recuperados pela autarquia, como na região da Ponte do Walter e no bairro Laranjal, com a necessidade de contenções para sustentação dos 18 metros e dos 28 metros danificados, respectivamente, utilizando mão de obra, insumos, equipamentos e materiais próprios.
Neste mês de abril, a ETE Barrinha alcançou o percentual de 74,66% de conclusão de suas obras. Nesse contexto, torna-se essencial a implantação de interceptores para garantir a qualidade dos serviços da ETE.
De acordo com Romeu Souza da Paixão, Diretor de Manutenção de Água e Esgoto do SAAE Viçosa, cada metro de interceptor construído ou recuperado custa, aproximadamente, R$ 3.000 (três mil reais) para a autarquia. Caso a execução fosse contratada, o valor seria muito maior.
O alto custo para a construção dos interceptores relaciona-se diretamente com a complexidade das estruturas e questões de engenharia, além do preço dos materiais. Pelo fato de ser uma obra subterrânea, em sua maioria nas margens dos cursos d'água do município, os interceptores de esgoto são considerados obras invisíveis. Mas, por trás disso, são necessários cuidados técnicos e logísticos para sua execução.
Além das escavações para instalações subterrâneas (quando necessário), é preciso avaliar toda a logística de um município e realizar cálculos que garantam que não haverá interferência em outras redes já existentes, como de gás, eletricidade, água e fibra óptica. Quando nas margens dos cursos d'água, faz-se necessário a construção de estruturas de contenção e suporte, prevendo inclusive as cheias durante os períodos de chuvas.
Em relação aos materiais utilizados, são requisitados tubos de alta qualidade com revestimento interno adequado, como PRFV (fibra de vidro), ferro fundido ou polietileno de alta densidade (PEAD), para assegurar que os efluentes não contaminem o solo em função de uma má impermeabilização dessas estruturas.
A mão de obra especializada impacta diretamente no preço total para instalação dos interceptores, contudo, o que mais agrega custo é o maquinário tecnológico e a engenharia de precisão utilizados. São empregados equipamentos como escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, guindastes e bombas de drenagem, incluindo caminhões basculantes utilizados para transporte dos demais materiais e equipamentos.
