Interceptores de esgoto: materiais mais utilizados
ETE - Terça-feira, 28 de Abril de 2026

Como mencionado em matérias anteriores, mesmo invisíveis, as obras de saneamento são imprescindíveis para o bom funcionamento do sistema. Nesse contexto, um dos aspectos a se considerar são os materiais adequados para cada estrutura: é essencial que os materiais utilizados sejam de alta performance, seguindo os critérios de durabilidade e resistência, sem desconsiderar o custo-benefício.
Como exemplo disso, os interceptores de esgoto, tubulações que transportam os efluentes para uma estação de tratamento de esgoto (ETE), são essenciais para a manutenção de um saneamento de qualidade e necessitam de materiais específicos e de alta qualidade, uma vez que os gases do esgoto são altamente corrosivos, enquanto a abrasão está associada à presença de sólidos no escoamento. Entre os materiais utilizados nos interceptores, destacam-se o de Concreto Armado e Protendido, Polietileno de Alta Densidade (PEAD) e Plástico Reforçado com Fibra de Vidro (PRFV).
Os interceptores de Concreto Armado e Protendido são caracterizados por serem mais robustos, suportando grande carga de terra e o tráfego das vias urbanas. O maior desafio para o uso deste material é a corrosão do concreto em função dos gases liberados no esgoto doméstico. No entanto, atualmente, esses interceptores recebem revestimento de PVC ou polietileno, o que evita o contato direto dos efluentes com o concreto da tubulação.
Já os interceptores de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) são de um material leve e flexível, destacando-se por serem imunes à corrosão química. Em seu sistema de instalação, as juntas são realizadas por termofusão, o que reduz o risco de vazamentos e infiltrações. Esse tipo é utilizado em áreas com solos instáveis ou que requerem rapidez nas instalações.
O último tipo é o de Plástico Reforçado com Fibra de Vidro (PRFV), que apresenta vantagem por possuir paredes internas lisas, reduzindo as perdas de carga no escoamento e melhorando as condições hidráulicas, o que pode possibilitar o uso de diâmetros menores de tubulações para um mesmo volume de carga de esgotamento sanitário.
Entre os tipos mencionados, o de concreto pode apresentar menor custo, dependendo das condições de projeto; o PEAD se destaca pela facilidade e rapidez de instalação; e o PRFV, pela elevada resistência à corrosão.
