Os diferentes tipos de ETEs
ETE - Segunda-feira, 11 de Maio de 2026

Para garantir a qualidade da água e a manutenção da saúde pública através do saneamento, as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) são essenciais. Contudo, não existe um único tipo de ETE, porque o método utilizado para remoção dos poluentes pode variar conforme as condições locais. Nesta matéria, citaremos quatro processos de tratamento de esgoto amplamente utilizados em ETEs.
As ETEs que funcionam pelo modelo de lodosativados são, geralmente, aquelas que se situam em grandes centros urbanos. Neste modelo, o esgoto é lançado em tanques e tem a matéria orgânica degradada por microrganismos aeróbios, formando biomassa biológica (lodo ativado), que é decantada, separando-se do efluente tratado. Embora este método tenha alta eficiência na remoção de poluentes, o custo operacional é relativamente alto, por requisitar a energia dos aeradores.
O segundo método é muito popular no Brasil, funcionando através de reatores anaeróbios (UASB), que tratam o esgoto sem a presença de oxigênio. Nas estruturas dessa ETE, o esgoto passa por um ambiente rico em bactérias que decompõem a matéria orgânica e produzem biogás como produto. Esse é o método de funcionamento da ETE Barrinha, e é considerado vantajoso por não consumir energia para aeração e ser muito eficiente para tratar esgoto com alta carga orgânica.
O método das lagoas de estabilização é aquele que mais se assemelha aos processos naturais, sendo utilizadas lagoas facultativas, em que a matéria é decomposta por bactérias, ou lagoas de maturação, em que o processo se dá pela ação conjunta da radiação solar, sedimentação e atividade microbiológica. Trata-se de um método de alta simplicidade operacional, porém é necessário um vasto terreno disponível para que seja eficiente.
O último tipo de ETE é o que utiliza filtros biológicos percoladores. Nesse sistema, o esgoto é borrifado sobre pedras, britas ou plásticos sintéticos, que possuem uma película de microrganismos aderidos à superfície. Esses microrganismos são responsáveis pela degradação biológica da matéria orgânica presente no esgoto. Esse método destaca-se pela facilidade de operação, mas ainda assim há o risco de proliferação de insetos se não houver a devida manutenção.
