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Viçosa, sábado, 23 de maio de 2026
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Considerado um dos métodos mais sustentáveis para tratamento de esgoto, os reatores UASB destacam-se pela simplicidade operacional e eficiência.
A Estação de Tratamento de Esgoto de Viçosa (ETE Barrinha) está na fase final de seu processo de construção, com 68,85% de conclusão. Sua estrutura inicial terá capacidade para tratar até 160 L/s de esgoto. No futuro, com o aumento da população, a ETE poderá ser ampliada para tratar até 240 litros de esgoto por segundo.
Para esse tratamento, será utilizado o método com reatores anaeróbios de fluxo ascendente, termo traduzido do inglês upflow anaerobic sludge blanket (UASB). Dentre os outros modelos mais utilizados para tratamento de esgoto, citados na matéria anterior, os reatores UASB destacam-se pela eficiência para tratar efluentes com alta carga orgânica, além de não consumirem energia para aeração.
O processo de tratamento inicia-se já na chegada do esgoto à estação elevatória, onde sólidos maiores como galhos e garrafas são peneirados. No tratamento preliminar, ocorre novo peneiramento para retenção de sólidos menores, enquanto grãos de areia são retidos através do desarenador. A próxima etapa ocorre dentro dos reatores, sem a presença de oxigênio (anaeróbio): lá o efluente passa por uma camada de microrganismos responsáveis pela degradação da matéria orgânica, resultando nos subprodutos biogás, lodo e efluente líquido tratado. O lodo, por ser rico em microrganismos, favorece a manutenção da biomassa responsável pela degradação da matéria orgânica, contribuindo para a estabilidade operacional do sistema.
No topo do reator, há uma estrutura chamada separador trifásico, essencial para dividir as três fases de matéria: líquida, sólida e gasosa. O líquido, que corresponde ao efluente parcialmente tratado, é encaminhado para as próximas etapas do tratamento, compostas pelo filtro biológico e o decantador, antes de ser lançado no Rio Turvo Sujo, em conformidade com a legislação ambiental. A parte sólida, ou lodo, fica no fundo do reator, onde ocorre a decomposição da carga orgânica, e seu excesso é removido para os leitos de secagem, antes da sua destinação final. Por fim, o gás é capturado e queimado.
Esse método apresenta diversas vantagens quando comparado aos outros modelos, como baixo custo energético, e, consequentemente, menor custo operacional; baixa produção de lodo; menor área requerida para implantação e possibilidade de reaproveitamento energético do biogás produzido.